quarta-feira, 9 de julho de 2008

Aula sobre refrigerantes

Na verdade, a fórmula "secreta" da Coca-Cola (CC) se desvenda em 18 segundos em qualquer espectrômetro-ótico. Só que não dá para fabricar igual, a não ser que você tenha uns 10 bilhões de dólares para brigar com a CC na justiça, porque eles vão cair matando. A fórmula da Pepsi tem uma diferença básica da CC e é proposital exatamente para evitar processo judicial. Não é diferente porque não conseguiram fazer igual não, é de propósito, mas próximo o suficiente para atrair o consumidor da CC que quer um gostinho diferente com menos sal e açúcar.

Tire a imensa quantidade de sal que a CC usa (50mg de sódio na lata) e você verá que a CC fica igualzinha a qualquer outro refrigerante sem-vergonha e porcaria, adocicado e enjoado. É exatamente o Cloreto de Sódio em exagero (que eles dizem ser "very low sodium") que refresca e ao mesmo tempo dá sede em dobro, pedindo outro refrigerante, e não enjoa porque o tal sal mata literalmente a sensibilidade ao doce, que também tem de montão: 39 gramas de "açúcar" (sacarose).

Dos 350 gramas de produto líquido, mais de 10% é açúcar. Imagine numa lata de CC, mais de 1 centímetro e meio da lata é açúcar puro... isso dá aproximadamente umas 3 colheres de sopa CHEIAS DE AÇÚCAR POR LATA!


- Fórmula da COCA-COLA?

Simples: Concentrado de Açúcar queimado - Caramelo - para dar cor escura e gosto; ácido ortofosfórico (azedinho); sacarose - açúcar (HFCS- High Fructose Corn Syrup - açúcar líquido da frutose do milho); extrato da folha da planta COCA (África e Índia) e poucos outros aromatizantes naturais de outras plantas, cafeína, e conservante que pode ser Benzoato de Sódio ou Benzoato de Potássio, Dióxido de carbono de montão para fritar a língua quando você a toma e junto com o sal dar a sensação de refrigeração.

O uso de ácido ortofosfórico e não o ácido cítrico como todos os outros usam, é para dar a sensação de dentes e boca limpa ao beber, o fosfórico literalmente frita tudo e em quantidade pode até causar decapamento do esmalte dos dentes, coisa que o cítrico ataca com muito menor violência, pois o ortofosfórico consome todo o cálcio do organismo, podendo causar doenças como osteupenia e osteoporose, sem contar o comprometimento na formação dos ossos e dentes das crianças em idade de formação óssea, dos 2 aos 14 anos.

Tente comprar ácido fosfórico para ver as mil recomendações de segurança e manuseio (queima o cristalino do olho, queima a pele, etc.). Para quem não sabe, é proibido usar ácido fosfórico em qualquer outro refrigerante, só a CC tem permissão... (claro, se tirar, a CC ficará com gosto de sabão).O extrato da coca e outras folhas quase não mudam nada no sabor, é mais efeito cosmético e mercadológico, assim como o guaraná, você não sente o gosto dele, nem cheiro(o verdadeiro guaraná tem gosto amargo), ele está lá até porque legalmente tem que estar (questão de registro comercial), mas se tirar você nem nota diferença no gosto. O gosto é dado basicamente pelas quantidades diferentes de açúcar, açúcar queimado, sais, ácidos e conservantes.

Quanto as empresas fabricantes de aromas, imaginava que o depósito de concentrados das frutas deveria ser imenso, reservatórios gigantescos de laranja, abacaxi, morango, e tantos outros. Doce ilusão...Na verdade, os depósitos são compostos de corantes e centenas de tipos de componentes químicos. O refrigerante de laranja, o que menos tem é laranja; morango, até os gominhos que ficam em suspensão são feitos de goma (uma liga química que envolve um semi-polímero). Abacaxi é um festival de ácidos e mais goma.

Essência para sorvete de abacate? Usam até peróxido de hidrogênio, vulgo, água oxigenada, para dar aquela sensação de arrasto espumoso no céu da boca ao comer, típico do abacate.

O segundo refrigerante mais vendido nos Estados Unidos é o Dr. Pepper, o mais antigo de todos, mais antigo que a própria CC. Esse refrigerante era vendido, obviamente, sem refrigeração e sem gaseificação em mil oitocentos e alguma coisa, em garrafinhas com rolha como medicamento, nas carroças ambulantes que você vê em filmes do velho oeste americano. Além de tirar dor de barriga e unha encravada , também tirava mancha de ferrugem de cortina, além de ajudar a renovar a graxa dos eixos das carroças.

Dr. Pepper tem um sabor horrível, e é muito fácil de experimentar em casa: pegue GELOL spray, aquele que você usa quando leva um chute na canela, e dê um bom spray na boca! Esse é o gosto do tal famoso Dr. Pepper que vende muito nos EUA.


- Refrigerante DIET

Quer saber a quantidade de lixo que tem em refrigerante diet?

Olha, só para abrir os olhos dos cegos : os produtos adocicantes diet têm vida muito curta. O aspartame, por exemplo, após 3 semanas de molhado passa a ter gosto de pano velho sujo.

Para evitar isso, soma-se uma infinidade de outros químicos, um para esticar a vida do aspartame, outro para dar buffer (arredondar) o gosto do segundo químico, outro para neutralizar a cor dos dois químicos juntos que deixam o líquido turvo, outro para manter o terceiro químico em suspensão, senão o fundo do refrigerante fica escuro, outro para evitar cristalização do aspartame, outro para realçar, dar edge no ácido cítrico ou fosfórico que acaba sofrendo pela influência dos 4 produtos químicos iniciais, e assim vai... a lista é enorme.

Isso sem mencionar que estes produtos se acumulam no corpo, aumentando consideravelmente as chances de desenvolver alzheimer.

Depois de toda essa experiência com estudo de refrigerantes, posso afirmar:
Sabe qual é o melhor refrigerante?

Água filtrada, de preferência duplamente filtrada, laranja ou limão espremido e gelo ... mais nada! Nem açúcar, nem sal.



Autor Anônimo - por motivos óbvios.

Propaganda da Coca-Cola - Anos 50

Agora, assistam e riam.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Viagem particular...

Lembro-me nitidamente de um sonho que tive esses dias.

O ambiente era um tanto irreal, uma espécie de conjunto de edificações construídas ao acaso, abandonadas no tempo. Eu caminhava em direção a uma ponte, de aparência mais intrigante ainda: arcos de metal a circundavam por todas as partes e sua larga passagem de pedras parecia ocultar segredos de mil anos.

Embaixo dela via-se água, mortalmente escura e de onde saíam plantas de folhas longas e finas.

Minha jornada começava ao tocar a primeira pedra da ponte, que deslizou entre meus pés, me fazendo perder o equilíbrio. Ouvia acelerarem as batidas do meu coração, coisa que provavelmente estava acontecendo em meu corpo, na cama, enquanto eu estava também naquela outra dimensão.

Cada passo era como um passo para o vazio. O breu caracterizava o local e eu sentia cada nervo se contrair conforme ia atravessando.

Após algum tempo, que me pareceram duas horas, mas poderiam ter sido dois minutos, cheguei à outra margem.

A paisagem muda bruscamente.

Um enorme céu azul erguia-se a minha frente e quando me virei para comparar as duas paisagens contrastantes, a ponte, a água, e as estranhas construções não estavam mais lá.

Avistei ao longe um lindo carro vermelho do tipo esportivo, vindo vagarosamente em minha direção e parando ao meu lado. A porta do motorista se abriu e não tinha ninguém dentro. Hesitei um pouco, mas entrei.

Comecei a andar com o carro em uma espécie de estrada cercada por árvores com altíssimas copas.

Uma sensação de liberdade tomava lugar do medo inicial. Mas não por muito tempo (se é que é possível falar de tempo ao tratar de sonhos).

À minha frente erguia-se apenas uma estreita passagem agarrada a um desfiladeiro. Ao invés de um abismo, via-se um mar turbulento cujas ondas quebravam violentamente contra a passagem.

Não sabia como parar o carro e não tinha como voltar. Teria que atravessar novamente um lugar aparentemente hostil, mas desta vez o perigo parecia maior... Algo me dizia que se caísse naquele infinito de águas não teria volta.

Segui em frente um pouco contrariada.

O carro parecia descontrolado e cada vez mais sentia que não ia ser capaz de guiá-lo por muito tempo naquela estreita passagem.

Uma voz aparece em meu sonho, se incorporando a ele, até que por intuição ou mesmo pela insistência, acordo com minha prima dizendo que eu estava suando frio e com a respiração ofegante.

Neste período, estava passando por uma série de provações e mudanças em minha vida, o que provavelmente ficou no subconsciente e me proporcionou esta incrível viagem interdimensional.

Sonhos são como viagens, cada um possui seus próprios significados e exercem influência em nosso corpo e psicológico, já que nosso cerébro não os distingue perfeitamente da realidade.

domingo, 18 de maio de 2008

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Terror

A cena deu-se nos territórios de uma igreja de Nossa Senhora de Fátima.
Foi durante uma quermesse (festa parecida com a festa junina, porém precedida por uma missa) que eu vi o que mais me marcou o coração e a memória até hoje.
Estava contente com a efeméride de estar em uma festa que havia sido muito bem falada por meu tio (o que, com certeza a colocou no patamar de 'ótima festa', pois tenho um tio levemente exigente, por assim dizer), enquanto tomava um guaraná e trazia nas mãos um churrasquinho que acabara de comprar, andava em direção à mesa onde meus amigos estavam acomodados. Repentinamente, surgiram duas figuras que me chamaram a atenção.
Tratava-se de uma mulher de olhos fundos e negros que carregavam uma expressão perturbada, tinha cabelos loiros mal ajambrados na cabeça e nariz adunco, vestia uma calça preta e um paletó de veludo marrom aparentemente muito usado, e puxava pelo braço com uma espécie de agressividade mal disfarçada, um garoto de aproximadamente onze anos, com cabelos pretos e olhos de um azul cálido.
Era possível sentir o ódio nos gestos da mulher, enquanto desfilava com a criança entre a multidão de pessoas esperando por seus cachorros quentes na frente duma barraquinha.
A palidez e traços desfigurados pela raiva acentuavam sua figura pantagruélica, que fazia contraste com as delicadas feições do menino arrastado.
Já sentada a mesa, eu os observava com o cuidado de não ser percebida e mantinha a mão no bolso onde guardava o celular, pois um pressentimento ruim assombrava-me o pensamento.
Passaram-se cerca de cinto minutos desde o momento em que avistara a estranha criatura torcendo discretamente o braço do garoto, mas não a perdera de vista e podia analisá-la enquanto o arrastava para um lugar menos lotado.
Foi quando ele projetou um soco para cima para tentar livrar-se da tirana. Ela virou-se para ele rapidamente, esboçando um sorriso de satisfação em seu rosto desfigurado.
Hora de entrar entrar em ação.
No exato momento em que saquei o celular, a mulher pôs-se a espancar o garoto na frente dos poucos que ali estavam, já que alcançara um local mais afastado do centro da festa.
Enquanto eu discava o número da polícia, via-o ficando vermelho, asfixiado por aqueles terríveis tentáculos... Lágrimas de pena e raiva rolavam involuntariamente em meu rosto.
Falei com meus amigos para que alguém segurasse aquela perturbada antes que ela cometesse um assassinato e logo dois deles se encarregaram do trabalho. Enquanto isso eu gritava ao telefone para que a polícia entendesse o que se passava no meio de tantos ruídos.
Depois de muitas repetições, o policial entendeu a situação e disse que mandaria uma patrulha imediatamente para o local.
Tratei de correr para o garoto e levá-lo para dentro da igreja, onde estaria seguro junto com o padre e outras crianças, enquanto a mulher se dizia mãe dele e esperneava aos berros, repetindo que queria o filho perto dela.
Minha vontade era ir até o fim do caso, mas fui parada por motivo de força maior: um telefonema da minha mãe ordenando-me que voltasse para casa imediatamente, pois ouvira no rádio sobre o ocorrido naquela festa.
Por um momento odiei esta história de mundo globalizado e comunicação em tempo real.
Falei com meus quatro amigos que ainda estavam na mesa e os instrui para guiar a polícia até a mulher e não deixar que ela fugisse. Dei uma passada na igreja, onde o garoto era salpicado de água benta pelo padre, e onde mães de outras crianças o consolavam entre seus abraços e palavras doces.
Fiquei mais tranqüila em saber que estava em boas mãos e que a maluca não saíria imune e me dirigi para a saída da festa pois não desejava causar preocupação em casa e sabia que tudo saíria bem na igreja com a ajuda de meus amigos e dos seguranças.
Naturalmente, eu já sabia que existem pais e mais que fazem coisas horríveis com os filhos (o caso da Isabela e do austríaco Josef Fritzl, são exemplos extremos desta violência), mas é muito diferente da sensação de presenciar uma cena dessas.
Quem acha que existe um inferno depois da vida terrena não precisa se preocupar, já estamos nele, pior do que isto não fica.
Basta uma situação adversa e o homem vira bicho outra vez, não adianta alegar que somos civilizados e humanizados, se faltar comida pode ter certeza que não vai existir cortesia nenhuma, a não ser no máximo entre relações de pais e filhos, e isto é fato.
O difícil é imaginar que seja possível (e freqüente) a desumanização de um pai com o próprio filho, sem fator agravante, sem situação adversa, apenas a loucura de um ser desiquilibrado sendo descarregada em seus pobres descendentes.
Vivemos mesmo em um mundo de loucos.